Definindo ativação

E depois entendendo o que o número significava. O time não tinha uma definição de ativação. Encontrei o sinal nos dados, validei com usuários, transformei em uma frase que ainda está na parede do escritório e redesenhei o onboarding em torno dela.

  • +31%taxa de início de trial
  • +18%conversão de trial
  • 13×mais rápido até o trial
  • −43%ativação principal, relatada com honestidade

O projeto

Papel
Product Manager
Período
Dez/24 (dados) → Fev/25 (experimentos e workshops) → Mar/25 (lançamento)
Empresa
RealLife English, app B2C de inglês
Time
Lead Engineer (dados), PM (eu: teoria, pesquisa, facilitação, apoio de design), Product Designer
Ferramentas
CleverTap, entrevistas, Dovetail, experimentos A/B, design sprint

Resumo executivo

O time queria mapear o funil AARRR completo, mas não havia uma definição combinada de ativação. Liderei o trabalho para defini-la: trouxe a teoria de ativação para o time, analisei dados com o lead engineer, rodei dois experimentos A/B para confirmar o sinal, fiz entrevistas e uma pesquisa de acompanhamento, facilitei um workshop de convergência e conduzi uma design sprint que gerou um novo onboarding construído em torno do momento "a-ha".

O novo NUX (new user experience) foi lançado em março de 2025 como teste A/B no iOS e no Android. Os resultados foram reais, mas mistos. A métrica principal de ativação piorou. A receita melhorou bastante.

Essa diferença é o ponto. Este case é sobre saber qual métrica é qual, ser honesto sobre o que mudou e o que não mudou, e entender por que uma vitória de receita nem sempre é uma vitória de ativação.

Sinais de PM

  • Defini ativação do zero. Trouxe teoria, rodei experimentos, sintetizei a pesquisa qualitativa e cheguei a uma frase precisa o bastante para ser impressa e colada na parede do escritório.
  • Leitura honesta de resultados mistos. A ativação piorou, a receita melhorou. Reportei as duas coisas em vez de juntá-las numa história única de "sucesso".
  • Da pesquisa ao design em uma sprint. O workshop de convergência e o redesenho do NUX aconteceram em sequência. O design saiu direto da síntese.
  • Escolhi a aula do onboarding. Preferi "The Dog and the Burglar" a uma aula motivacional: curta, divertida e fácil de entender, sem exigir referências culturais.
  • Impacto adiante. O trabalho de ativação mudou o vocabulário do time e deu origem ao Daily Missions.

Na prática: híbrido de product designer

Dirigi o designer em UI e UX, e eu mesmo desenhei e implementei o e-mail e as notificações de acompanhamento, para que as pessoas praticassem no dia seguinte e tivessem outro momento "a-ha".

Onboarding: primeira exibição com legendas…
…depois aprender o vocabulário e assistir de novo sem legendas, sentindo a mágica do aprendizado já no primeiro uso.
O novo onboarding completo, tela por tela.